O Espetacular Homem-Aranha [Resenha]

“Com grandes poderes vêm grande responsabilidades”. A clássica frase já enraizada na cultura pop pode ser aplicada na vida de diversas formas. Um bom exemplo disso é que você tem o poder de fazer o reboot de uma franquia milionária que tem apenas dez anos (sendo que a última parte da trilogia foi lançada há apenas cinco), e aí você tem a responsabilidade de fazer um filme bom. Felizmente esse último exemplo aconteceu mesmo.

Desde o ano passado eu venho batendo na tecla de que esse reboot não era necessário. Eu percebi assistindo ao filme que sim, ele era se quisessem contar mais histórias do Amigão da Vizinhança, mas não era necessário agora. Poderiam ter esperado um tempo pra fazer isso, era o ideal. Mas aí os direitos voltariam pra Marvel (o que agradaria muitos fãs, inclusive a mim).

Eu tinha certeza que o filme seria bom, e não me decepcionei. Posso dizer até que é melhor que os da trilogia de Sam Raimi, embora apresente alguns defeitos.

O mais grave deles é que tudo no filme parece estar conectado: os pais de Peter estão conectados com os poderes que ele ganha que está conectado com os poderes que o Dr. Connors ganha. Isso se torna chato e menos “crível”.

Continuar lendo

Os Vingadores [Resenha]

No final do ano passado eu escrevi um texto chamado “Os 5 filmes mais esperados de 2012”, e coloquei Os Vingadores na primeira posição.

Isso mostra quanta expectativa eu tinha nesse filme. E não só eu, mas muita gente previa um filme incrível. Mas todos estavam errados… O filme é MUITO mais que incrível.

O principal argumento daqueles poucos que duvidavam de que Os Vingadores seria um dos melhores filmes em toda a história do cinema era que “seriam muitos personagens para desenvolver todos na história”. Foi aí que eles se enganaram, pois TODOS os personagens principais são muito bem desenvolvidos.

E por “principais” entenda que é desde o Homem de Ferro, Thor, Hulk e Capitão América, ao vilão Loki (que ganha mais da minha simpatia a cada filme) e até mesmo ao pessoal da S.H.I.E.L.D. (Nicky Fury, Viúva Negra, Gavião Arqueiro e inclusive o Agente Coulson). Todos fazem a trama girar, todos são muito bem aproveitados do seu jeito.

O filme sabe mesclar muito bem humor (na maioria das vezes proporcionado pelo nosso querido Tony Stark) e ação, além de mostrar muito daquele lado mais “humano” dos heróis naquele jeito já conhecido da Marvel.

A sessão que eu assisti foi em 3D, mas o efeito não faz muita diferença assim. Embora ele dê um charme a mais para as cenas de ação, que são ESPETACULARES.

As atuações são muito boas também, com o elenco de grandes estrelas interagindo de um jeito convincente.

Sejam nos diálogos, conflitos, atuações e cenas de ação, o filme acerta em todos os seus mínimos detalhes. Ele é o filme que a gente esperava, e ainda melhor. Aliás, recomendo que você convide aquele seu amigo à beira do suicídio para assistir com você. Ele vai acabar desistindo da ideia na expectativa de assistir Os Vingadores 2.

A Guerra dos Tronos [Resenha]

Ano passado estreou uma série incrível, épica, cheia de traições, amor e mortes. Uma série que me cativou totalmente e me fez viciar nela. Claro que eu estou falando de Game of Thrones.

Eu gostei tanto da série que resolvi ler o livro que deu origem a ela. E o que encontrei foi bem melhor do que eu tinha visto na série: um mundo mais aprofundado, cheio de detalhes, com muito mais personagens. Tudo desenvolvido com um jeito de escrever que é tão descritivo que você consegue imaginar as cenas com perfeição.

 A narrativa é incrível e o mundo criado por George R. R. Martin mais ainda. Os cenários, as famílias, os “fatos históricos” desse mundo, tudo é tão bem pensado que chega a ser convincente. Mas nada nesse livro é tão convincente quanto seus personagens: eles são incrivelmente humanos.

 Não há aquela divisão de certo personagem ser “mocinho” ou outro “vilão”. Como um ser humano de verdade, eles têm momentos de bondade e momentos de maldade. Fazem o que seu interesse diz, e nem todos aparentam ser o que são. Então se prepare para ser cativado por vários deles. E odiar alguns também, claro.

 Outra coisa legal do livro é que ele é sob o ponto de visão de vários personagens, e não apenas de um. Cada capítulo é chamado pelo nome do personagem que protagoniza ele, e faz com que o livro não tenha apenas um como principal.

 Ah, e isso me lembra de uma dica pra você que quer lê-lo: não vá pensando que esse é um livro onde os personagens que você julga protagonistas sempre se dão bem, como na maioria dos outros. O Martin não tem preferência por nenhum deles, e você pode ver um personagem que você se apegou ser morto de uma hora para outra.

Tudo isso é responsável por esse ser um dos melhores livros que já li. É realmente uma leitura muito legal e agradável, ideal pra quem gosta de literatura fantástica, lutas de espadas, cavaleiros e muita ação e intrigas.

 O que você está esperando? Vá para a livraria mais próxima e compre já A Guerra dos Tronos, termine e vá ler também o segundo volume, A Fúria dos Reis. Garanto que você não se arrependerá.

As Aventuras de Tintim [Resenha]

As Aventuras de Tintim


Título original: The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn 
Ano: 2011  
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Moffat, Joe Cornish e Edgar Wright
Elenco: Andy Serkis, Jamie Bell, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg, Toby Jones e Cary Elwes.

Esse foi o primeiro filme em 3D que eu vi. Sério, nunca teve um filme que eu realmente quisesse ver e que fosse em 3D nas vezes que em que ia ao cinema. Até o dia em que fui ver esse filme.
Eu assistia Tintim quando criança. Tenho lembranças vagas do desenho, não me lembro de tramas ou momentos especiais. Eu fiquei com muita vontade de ver esse filme porque não é todo dia que se vê Spielberg, Peter Jackson e Andy Serkis juntos.
Para quem não sabe, Tintim é um jovem repórter que vive se envolvendo nas mais diversas aventuras.
Dessa vez ele se vê no meio de um mistério envolvendo o lendário navio Licorne, e junto com seu cachorro Milu e o Capitão Haddock, vai fazer de tudo para desvendá-lo.
A parte técnica do filme é simplesmente demais. As animações são ricas, belas e mais realistas que as do desenho, mas ainda assim mantém as características marcantes dos personagens.
A trama se desenvolve de um jeito rápido e natural, e embora algumas cenas sejam previsíveis, ainda é gostoso acompanhá-las.
O humor é algo muito presente no longa. São piadas e situações cômicas que agradam crianças e adultos, e nesse quesito o Capitão Haddock rouba a cena com seu problema com a bebida.
O 3D não faz muita diferença em grande parte do filme, mas em algumas cenas de ação ele é muito bem utilizado, e faz valer o ingresso. Aliás, uma dessas cenas se alterna entre o passado e o presente, com Haddock narrando uma história. Pra mim essa é a melhor cena de todo o filme, um ótimo trabalho de direção.
Uma vez eu vi uma entrevista em que Spielberg e Peter Jackson se diziam grandes fãs de Tintim. É por isso que o filme é tão bem feito, tão bem pensado, e tratado com carinho. Isso o melhora muito, e o torna tão bom quanto é.

6 Horas Para Matar [Resenha]

Pra começar: eu não conheço muito o Justiceiro. Realmente eu comprei essa HQ depois de ler essa resenha dos parceiros d’A Horda. Bem, a resenha foi fundamental pra que eu comprasse esse encadernado, mas na verdade a premissa sozinha já havia me conquistado.
O Justiceiro está em mais um dia de trabalho, dando um jeito (merecido) em uns exploradores de crianças. Ao acabar o seu serviço ele volta para o seu furgão onde encontra um homem de máscara que o faz ficar inconsciente com um gás. O homem injeta uma substância nele que o matará em seis horas, mas se ele matar um homem para os seus patrões eles lhe darão o antídoto. Então nosso amigo Frank Castle decide que não precisa viver mesmo, e que vai aproveitar essas seis horas matando quantos criminosos puder.
Essa é a premissa de 6 Horas Para Matar, que se assemelha muito a de um filme de ação como Adrenalina, por exemplo.  Seu roteiro é muito bem conduzido e alterna entre muitos momentos de ação e de aprofundamento nos personagens. Aliás, essa profundidade dada até mesmo aos antagonistas do Justiceiro foi algo que eu adorei.

Outra coisa muito legal é o traço realista do desenhista. Casou muito bem com o roteiro, melhorando os impactos propostos por ele.
Além disso, vale comentar aqui é ótimo trabalho daPanini com o encadernado brasileiro. Um trabalho que pode ser resumido em uma palavra: capricho (e não, de jeito nenhum estou falando daquela revistinha adolescente). A capa dura, o papel especial, e até mesmo as capas das edições originais reunidas no fim da publicação, dão um charme a mais para ela e fazem dessa uma daquelas HQs que ficam muito bonitas na estante, e trazem orgulho de se ter na coleção. Tudo isso por um preço que considero justo (ou até mesmo inferior ao que deveria ser cobrado): R$ 17,90.
Sem dúvidas essa foi uma das melhores HQs que já li. E você, tá esperando o quê? Vá fazer uma visitinha na banca de revistas da esquina e compre logo essa preciosidade.

TH1RT3EN [Resenha]

Fico impressionado com a velocidade que o Megadeth lança seus discos. Geralmente num espaço de tempo de dois anos (e, na minha opinião, todas as bandas deviam lançar nesse espaço de tempo também).

Dave Mustaine está tão bem tanto na guitarra, quanto no vocal (muita gente reclama da voz dele, mas acredito que o vocal dele é o melhor pro Megadeth, o que mais se encaixa). E é incrível como ele sabe escolher bem os músicos que fazem parte de sua banda.
O álbum não deixa a desejar nada para os clássicos da banda, e continua o ótimo trabalho do antecessor Endgame. Ele tem algumas regravações, mas que combinam perfeitamente com o clima das músicas novas.
Já percebeu que o disco é bom, né? Mas pra não perdemos o costume veja a análise de música por música:
Sudden Death
A faixa que abre o CD já vem cheia de peso e velocidade. Sua parte instrumental é realmente muito boa, e o desempenho vocal do Mustaine é uma qualidade a mais. Seu solo é muito longo, mas é de impressionar, pois ele tão bem composto que ao invés de se tornar chato ou cansativo pelo seu tamanho ele se torna extremamente bom.
Public Enemy No. 1
A melhor do álbum. Tem um ótimo riff. Dá vontade de cantar junto quando se escuta ela, principalmente no refrão. O segundo solo é muito bom e por causa do clipe eu não consigo evitar de pensar em macacos com metralhadoras toda vez que o escuto.
Whose Life (Is It Anyways?)
O riff é veloz e, como na música anterior, dá muita vontade de cantar junto sua letra. O solo me agradou bastante. É uma das mais legais do disco, e é muito boa pra se tocar num show.
 We The People
Ótimo riff. O vocal do Mustaine combina perfeitamente com ele. Seu solo é um pouco mais lento que o das músicas anteriores, mas ele é muito bom mesmo assim.
Guns, Drugs , & Money
Tem um bom trabalho na parte instrumental e um solo curto, mas bem legal. O desempenho vocal do Mustaine também é muito bom.
Never Dead
Faixa criada pro jogo de mesmo nome. Tem um ótimo riff, bem rápido e pesado. Gosto do seu refrão. Uma das melhores do álbum.
New World Order
É uma regravação da música gravada como demo pro Youthanasia. Tem um riff grudento, mas muito bom. Ótima adição ao disco.
Fast Lane
Ótimo trabalho de guitarra. Tem riff muito veloz e inspirado, e gostei do desempenho vocal do Mustaine nela. Não sei por que, mas sinto que essa música poderia se encaixar bem no United Abominations ou no Endgame.
Black Swan
Já começa bem veloz e tem um riff igualmente rápido e muito bom. Tem uma ótima letra, bem no estilo 
Megadeth mesmo.
Wrecker
Gostei muito do seu riff veloz e pesado e de seu refrão. Ótimo solo.
Millennium Of The Blind
Mais uma regravação do Youthanasia, mas essa versão foi estendida. É uma ótima balada, com um riff muito bom e uma letra muito legal.
Deadly Nightshade
Tem um riff bem legal, um refrão grudento (mas muito bom) e um solo muito inspirado.
  
13
Essa é 13, 13ª faixa do 13º álbum do Megadeth. Mas isso você já tinha percebido. Ela é uma balada com um riff lento e agradável e em contrapartida um solo bem veloz. Adorei sua letra, que conta a relação do Mustaine com o número treze. A parte que diz “At thirteen I started down this path, Fueled with anger, music was my wrath, Years of clawing at scars that never healed, Drowning my mind, the thoughts are too real” é simplesmente demais. Uma ótima música que fecha muito bem o álbum.
O TH1RT3EN tem a cara, velocidade dos arranjos e as letras do Megadeth que tanto adoramos. Todos esperavam um ótimo álbum, e foi isso que o Mustaine (e o resto da banda, claro) nos entregou.

Lou Reed & Metallica – Lulu [Resenha]

Desde que as primeiras notícias sobre a parceria com Lou Reed foram divulgadas nós, os fãs de  Metallica, ficamos preocupados com o que estaria por vir. É claro que não se julga um livro pela capa (e nesse caso pelo nome também), mas você há de convir que esse não é um nome e capa que a gente espera pra um disco do Metallica.
 
Sinceramente, pensei que esse seria um “St. Anger : O Retorno”. Felizmente, não é isso. Até porque se fosse, a nota seria 0 e não os 1,5 estampados na forma das nossas lindas abóboras.

Mas, é claro que os mesmos 1,5 que você vê ali te dizem que não é um bom disco. O maior problema dele é que o Lou Reed fala na maior parte do tempo, e mesmo que a parte instrumental seja boa às vezes, a música se torna chata por esse motivo.

Vamos analisar faixa por faixa:


Branderburg Gate

Assim que começa a primeira faixa você já tem uma ideia de como será o CD. É uma música lenta, com o Lou Reed falando muito (coisa que, como eu já disse, se repete demais no álbum).
Ao escutá-la você já percebe que ela não soa como o Metallica. 
The View
Essa é a faixa que foi divulgada como single. Ao ouvi-la já pude entender que porque o álbum foi composto baseado numa peça ele seria assim, com o Reed falando tanto. E eu não gostei dela logo de cara.
A música já começa com o falatório gigantesco e chato. Aos 02: 00 minutos o riff fica mais pesado e o James começa a cantar. Aí quando você acha que a música vai ficar boa, o riff volta a ficar lento e o Lou Reed volta a falar mais. Pelo menos tem um bom solo.
Pumping Blood
Começa soando como o Metallica (uma coisa rara no álbum). Senti como se essa introdução pudesse se encaixar em uma música do Death Magnetic.
Infelizmente, nosso amigo Lou Reed começa a cantar, com sua voz que não combina nada com o clima criado pela parte instrumental da música.
A música tem duas mudanças no riff, com uma parte mais lenta e outra rápida. Infelizmente o James não canta nessa música, então os vocais saem muito prejudicados nela.
Mistress Dread
Essa começa (e se mantém até seu final) bem rápida, diferente das outras faixas. Só posso falar que por causa de sua velocidade a voz do Lou Reed destoa muito da parte instrumental. Sério nunca vi uma música tão confusa como essa.
Ela é tão ruim que você vai torcer pra acabar logo de tanta agonia que vai sentir.
Iced Honey
Essa foi a única música em que eu senti um “casamento” realmente bom entre a voz do Lou Reed, a do James, e o instrumental.
Ela é lenta, mas eu gostei do riff. E o melhor: não tem falatório, o Reed só canta.
Cheat On Me
É uma longa (e chata) faixa. Só pela introdução gigante e lenta você percebe como ela vai ser. Destaque apenas para o bom vocal do James Hetfield nela, e a parte instrumental que fica melhor lá pelos 09:23.

Frustration

Eu achei seu riff interessante, mas definitivamente ele não combina com o Reed. A música fica pior quando está ele cantando e apenas a bateria ao fundo.  No final fica pesada, mas o vocal novamente se torna um problema.

Little Dog

Nem sei o que falar dessa música. É muito chata. Riffs lentos, o vocal que nem preciso comentar, e tudo isso se estende por oito minutos.

Dragon

Começa lenta, mas seu riff fica mais rápido, e ele é legal. O vocal (estou repetindo isso demais, mas é a pura verdade) não combina com ele. Seu solo (que é no meio da música) começa bem, mas vai se tornando repetitivo e enjoativo ao longo dele. Ela é longa (tem 11:08), e essas faixas grandes do disco só contribuem pra que elas fiquem piores.
Junior Dad

A última música, e também a mais longa. Seu riff é lento e chato. Ela é a mais longa do CD, com 19:29. É uma música que fecha perfeitamente o álbum, pois é o que os resto das músicas são em uma escala maior (ou seja: chatas e grandes).

O Lulu é um álbum que tem algumas qualidades, mas (batendo na mesma tecla) ele fica pior por causa do péssimo desempenho do Lou Reed. A sensação que fica é que o Metallica não devia ter feito essa parceria e desperdiçado um tempo que poderia ser usado pra compor um bom sucessor pro Death Magnetic.

Eu recomendo que vocês não comprem de jeito nenhum o álbum. Mas se tiverem curiosidade (e coragem) de escutar, façam que nem eu: escutem de graça pelo próprio site oficial da parceria.

Aliás, agora que a resenha acabou me deem licença que eu vou ali escutar o Master of Puppets pra esquecer esse disco.

Gigantes de Aço [Resenha]

Gigantes de Aço


Título Original: Real Steel
Ano: 2011  
Direção: Shawn Levy
Roteiro: John Gatins, Michael Caton-Jones, Sheldon Turner
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie, Kevin Durand

Eu só vim saber desse filme há um ou dois meses atrás, mas mesmo assim, sua premissa já me empolgou (aliás, qual o nerd que não ficaria empolgado com boxe de robôs gigantes?).
O filme se passa em 2020, em um futuro onde lutas de boxe entre humanos foram abolidas e no lugar delas existem lutas entre robôs controlados por humanos. Nosso protagonista é o eterno Wolverine, Hugh Jackman. Aqui ele interpreta um ex-lutador de boxe que entrou pras lutas de robôs, e está na pior.
Ele decide apostar o dinheiro que não tem levando seu velho robô pra lutar com um touro. A cena de luta é muito boa, e a partir daí, vemos a que o filme veio: muitas engrenagens e partes metálicas sendo destroçadas!
Todas as cenas de luta são muito bem dirigidas, e muito legais mesmo. Os efeitos especiais são muito bons, não vejo robôs tão legais num filme desde Transformers.
As já citadas cenas de luta tomam grande parte do filme, mas outra história paralela toma conta do longa: a história familiar de Charlie e Max. Bem, ela tinha tudo pra ser bem chata e clichê, mas ela toma um rumo diferente, e se torna legal (pra mim, a melhor relação de pai e filho no cinema depois de Darth Vader – Luke e Mufasa – Simba).
Aliás, o Max é um dos melhores personagens do filme, a meu ver. Eu ri demais com a frase “os melhores videogames são os japoneses”.
Eu vi umas resenhas por aí comparando o filme a Rocky. Posso falar por mim que, na cena e que estão treinando o Atom, eu fiquei esperando tocar Eye Of The Tiger. Sério.
Gigantes de Aço é um filme muito divertido, vale a pena assistir. Ah, e eu já disse que tem robôs gigantes se destruindo numa arena?

Amizade Colorida [Resenha]

Amizade Colorida

Texto por Laíza Lima
Nota: 4, 5
Título Original: Friends with Benefits
Ano: 2011
Direção: Will Gluck
Roteiro: Will Gluck, Keith Merryman, David A. Newman
Elenco:Emma Stone, Mila Kunis, Justin Timberlake, Rashida Jones, Patricia Clarkson, Richard Jenkins, Woody Harrelson, Nolan Gould, Andy Samberg, Shaun White, Andrew Fleming, Catherine Reitman
Ultimamente muitos filmes estão abordando assuntos sobre relacionamentos amorosos, e Amizade Colorida, que estreou nessa sexta-feira passada, é um desses filmes.
O filme tem cenas marcantes, a primeira cena é uma delas, onde já explica o tipo de relacionamentos que eles enfrentam e mais a frente, os bloqueios emocionais.
Esse é um tipo de filme que você se surpreende por começar a dar boas gargalhadas no início e já fica ansiosa para ver o que vem na frente. Por começar que ver Justin com a sua bundinha de fora faz qualquer uma ficar ansiosa. E acho que não é qualquer filme que consegue fazer cenas de sexo ficar engraçadas. Aliás, comédia está sempre presente, e eu gostei porque não apresenta uma comédia forçada ou pesada, é sempre um humor sem deixar o romantismo de lado, apesar do apelo sexual. Fica claro na história que os dois foram feitos um para o outro, a química entre eles é marcante.
Claro que muita gente deve ter se identificado com cenas ou personagens do filme, relacionamentos assim não são tão comuns, mas a situações que o casal sofre emocionalmente em sua busca do amor perfeito sim.
Lógico que essa ótima história tem seu lado dramático, como mostra o pai do personagem de Justin Timberlake, interpretado por Richard Jenkins, homem que sofre de Alzheimer, que possui cenas que também fazem piadas relacionadas à doença, até um pouco positivas, talvez até para chamar atenção ao preconceito.
Os coadjuvantes do filme são excelentes, e os personagens principais são ótimos, o que me faz tirar meio ponto do filme é que como é uma comedia romântica fica ÓBVIO demais o final (apesar de surpresas que eu não esperava que ele faria pra ela), assim perdendo um pouco da graça do filme.
Enfim, o roteiro é ótimo, se encaixa perfeitamente. Eu recomendo muito o filme, principalmente para quem (assim como eu), é fã de comedias românticas.

Red Lanterns #1 [Resenha]

Aproveitando o reboot que vai lhe render muito dinheiro, aDC resolveu dar uma revista aos Lanternas Vermelhos. Já adianto que gostei demais dela, até mais que Lanterna Verde #1 .

O roteiro foi escrito tanto pra agradar os leitores antigos (já que a cronologia do Lanterna Verde não foi rebootada), quanto pra apresentar Atrócitus  e sua turma vermelha do barulho para os novos. E eu gostei bastante dele.
Aqui nós temos a história da origem da fúria do líder da Tropa dos Lanternas Vermelhos recontada e narrada por ele mesmo, e consequentemente sob seu ponto de vista. Além disso, o roteiro nos deixa a par dos seus temores quanto suas atitudes e o futuro de sua tropa.

Além de tudo isso, parece que o futuro guarda algumas surpresas pra Atrócitus. Mal posso esperar pra ver se meu palpite é certo.

Mais uma vez vou fazer uma comparação com Lanterna Verde #1(me desculpem, mas é inevitável pra mim): na resenha dela, eu disse que no começo o traço não me agradou. Já em Red Lanterns eu o adorei do começo ao fim, cortesia do renomado desenhista brasileiro Ed Benes.

Pelo menos no “universo” do Lanterna Verde a Distinta Concorrência não cagou com esse reboot, e a qualidade dele continua tão boa quanto vinha sendo. Ainda bem.