O Espetacular Homem-Aranha [Resenha]

“Com grandes poderes vêm grande responsabilidades”. A clássica frase já enraizada na cultura pop pode ser aplicada na vida de diversas formas. Um bom exemplo disso é que você tem o poder de fazer o reboot de uma franquia milionária que tem apenas dez anos (sendo que a última parte da trilogia foi lançada há apenas cinco), e aí você tem a responsabilidade de fazer um filme bom. Felizmente esse último exemplo aconteceu mesmo.

Desde o ano passado eu venho batendo na tecla de que esse reboot não era necessário. Eu percebi assistindo ao filme que sim, ele era se quisessem contar mais histórias do Amigão da Vizinhança, mas não era necessário agora. Poderiam ter esperado um tempo pra fazer isso, era o ideal. Mas aí os direitos voltariam pra Marvel (o que agradaria muitos fãs, inclusive a mim).

Eu tinha certeza que o filme seria bom, e não me decepcionei. Posso dizer até que é melhor que os da trilogia de Sam Raimi, embora apresente alguns defeitos.

O mais grave deles é que tudo no filme parece estar conectado: os pais de Peter estão conectados com os poderes que ele ganha que está conectado com os poderes que o Dr. Connors ganha. Isso se torna chato e menos “crível”.

O segundo é o Lagarto. Ele está muito diferente da contraparte das HQs, e eu reclamei disso muito antes do filme sair. Simplesmente não dá pra engolir ele sem focinho (teve uma hora na sessão que um cara perto de mim disse que ele tava parecendo o coringa pelo jeito da “boca dele”, e isso até que é verdade) e ele usa o jaleco apenas numa cena curta, que só dura o suficiente pra você se empolgar e ficar com raiva uns três minutos depois.

Felizmente o filme acerta em vários pontos, principalmente na construção do Peter, do Homem-Aranha e de Gwen. Peter tem que lidar com a descoberta de seus poderes e para que objetivos vai usá-los. Na cena em que ele fala com o Capitão Stacy defendendo o Homem-Aranha, dizendo que ele defende os inocentes e o policial rebate dizendo que “ele está caçando criminosos iguais, em algo que parece uma vingança” derruba o rapaz, o faz refletir e evoluir. Tudo muito bem passado ao espectador por Andrew Garfield, que me convenceu tanto sem quanto com a máscara.

No caso do Cabeça de Teia propriamente dito, o filme acerta mais ainda. Veja aqui um Homem-Aranha cheio de agilidade, de piadinhas (FINALMENTE vemos aquele Aranha que tira sarro dos inimigos) e com disparadores de teia.

A Gwen está simplesmente incrível. Num dilema de amar ou não o Peter, Emma Stone nos entrega uma das melhores personagens do filme.

Por falar nisso, as cenas românticas do filme estão muito boas. Cortesia do Marc Webb, diretor de (500) Dias Com Ela. Aliás, não é só de romance que o cara entende, pois as cenas de ação são MUITO boas. Quando o Homem-Aranha se balança pelos prédios e a câmera troca pra primeira pessoa é um exemplo de um ótimo trabalho de direção.

Ah, tem cena após os créditos, então fiquem no cinema. Embora eu não tenha gostado tanto dela é um gancho e tanto pro próximo filme.

No mais O Espetacular Homem-Aranha é um ótimo filme, mas que poderia ser melhor se fosse feito daqui a alguns anos.

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