Lou Reed & Metallica – Lulu [Resenha]

Desde que as primeiras notícias sobre a parceria com Lou Reed foram divulgadas nós, os fãs de  Metallica, ficamos preocupados com o que estaria por vir. É claro que não se julga um livro pela capa (e nesse caso pelo nome também), mas você há de convir que esse não é um nome e capa que a gente espera pra um disco do Metallica.
 
Sinceramente, pensei que esse seria um “St. Anger : O Retorno”. Felizmente, não é isso. Até porque se fosse, a nota seria 0 e não os 1,5 estampados na forma das nossas lindas abóboras.

Mas, é claro que os mesmos 1,5 que você vê ali te dizem que não é um bom disco. O maior problema dele é que o Lou Reed fala na maior parte do tempo, e mesmo que a parte instrumental seja boa às vezes, a música se torna chata por esse motivo.

Vamos analisar faixa por faixa:


Branderburg Gate

Assim que começa a primeira faixa você já tem uma ideia de como será o CD. É uma música lenta, com o Lou Reed falando muito (coisa que, como eu já disse, se repete demais no álbum).
Ao escutá-la você já percebe que ela não soa como o Metallica. 
The View
Essa é a faixa que foi divulgada como single. Ao ouvi-la já pude entender que porque o álbum foi composto baseado numa peça ele seria assim, com o Reed falando tanto. E eu não gostei dela logo de cara.
A música já começa com o falatório gigantesco e chato. Aos 02: 00 minutos o riff fica mais pesado e o James começa a cantar. Aí quando você acha que a música vai ficar boa, o riff volta a ficar lento e o Lou Reed volta a falar mais. Pelo menos tem um bom solo.
Pumping Blood
Começa soando como o Metallica (uma coisa rara no álbum). Senti como se essa introdução pudesse se encaixar em uma música do Death Magnetic.
Infelizmente, nosso amigo Lou Reed começa a cantar, com sua voz que não combina nada com o clima criado pela parte instrumental da música.
A música tem duas mudanças no riff, com uma parte mais lenta e outra rápida. Infelizmente o James não canta nessa música, então os vocais saem muito prejudicados nela.
Mistress Dread
Essa começa (e se mantém até seu final) bem rápida, diferente das outras faixas. Só posso falar que por causa de sua velocidade a voz do Lou Reed destoa muito da parte instrumental. Sério nunca vi uma música tão confusa como essa.
Ela é tão ruim que você vai torcer pra acabar logo de tanta agonia que vai sentir.
Iced Honey
Essa foi a única música em que eu senti um “casamento” realmente bom entre a voz do Lou Reed, a do James, e o instrumental.
Ela é lenta, mas eu gostei do riff. E o melhor: não tem falatório, o Reed só canta.
Cheat On Me
É uma longa (e chata) faixa. Só pela introdução gigante e lenta você percebe como ela vai ser. Destaque apenas para o bom vocal do James Hetfield nela, e a parte instrumental que fica melhor lá pelos 09:23.

Frustration

Eu achei seu riff interessante, mas definitivamente ele não combina com o Reed. A música fica pior quando está ele cantando e apenas a bateria ao fundo.  No final fica pesada, mas o vocal novamente se torna um problema.

Little Dog

Nem sei o que falar dessa música. É muito chata. Riffs lentos, o vocal que nem preciso comentar, e tudo isso se estende por oito minutos.

Dragon

Começa lenta, mas seu riff fica mais rápido, e ele é legal. O vocal (estou repetindo isso demais, mas é a pura verdade) não combina com ele. Seu solo (que é no meio da música) começa bem, mas vai se tornando repetitivo e enjoativo ao longo dele. Ela é longa (tem 11:08), e essas faixas grandes do disco só contribuem pra que elas fiquem piores.
Junior Dad

A última música, e também a mais longa. Seu riff é lento e chato. Ela é a mais longa do CD, com 19:29. É uma música que fecha perfeitamente o álbum, pois é o que os resto das músicas são em uma escala maior (ou seja: chatas e grandes).

O Lulu é um álbum que tem algumas qualidades, mas (batendo na mesma tecla) ele fica pior por causa do péssimo desempenho do Lou Reed. A sensação que fica é que o Metallica não devia ter feito essa parceria e desperdiçado um tempo que poderia ser usado pra compor um bom sucessor pro Death Magnetic.

Eu recomendo que vocês não comprem de jeito nenhum o álbum. Mas se tiverem curiosidade (e coragem) de escutar, façam que nem eu: escutem de graça pelo próprio site oficial da parceria.

Aliás, agora que a resenha acabou me deem licença que eu vou ali escutar o Master of Puppets pra esquecer esse disco.

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